Row your boat...

Tem uma musiquinha até meio infantil americana que vivo cantarolando sem pensar muito sobre ela, mas de certa maneira ela diz uma verdade redentora...
"Row, row, row your boat
Gently down the stream
Merrily, merrily, merrily, merrily
Life is but a dream"

E lembrei dela outro dia quando me perguntaram se o Brincos morreu, faleceu, bateu as botas, partiu dessa para uma melhor, abotoou o paletó, entre outros eufemismos... E a resposta, não poupando os meus pulmões para repetir, é só uma: Não, não e não!

Eu me recuso!

Poderia enumerar motivos, e ainda bem que os números são infinitos, para que uma tragédia dessas acontecesse, mas nada é desculpa suficientemente “arrumadinha” (para contrastar com as esfarrapadas como falta de tempo, a quantidade de pastas empilhadas na mesa, meus dois insistentes quilos sobrando e a novela das oito) que possa ser aceita de bom grado...

Enquanto vou tentando arrumar nas prateleiras da minha mente os problemas colecionáveis, fico dialogando com meus brincos, (e não com os meus botões, que são muito ranzinzas), contando do que os meus olhos podem ver, do que eu posso imaginar e tudo mais que saltita aqui e ali sem testemunha a não ser eles, meus fiéis brincos e batom.

Os posts, tenho que admitir, não acompanham as novidades reais e as caducas, as elucubrações, o triste e o contente, o bolo queimado no forno e o meu bilhete quase premiado da quina. Mas isso é outra história... Uma que os dedos as vezes esquecem de contar.

Sendo assim não vou permitir nem que se dê ideias escabrosas ao moribundo, nem que se puxe o gatilho! Ou mesmo que se diga que o derradeiro suspiro seria algo possível. Não sou a favor da eutanásia, e ainda pacifista convicta!

Então ele vive.
Because Life is but a Dream.

E fim de papo!

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Changing

O que veio primeiro?O ovo ou a galinha? A Foto ou a música para o post de hoje??? Bem... A foto... Definitivamente a foto que adorei! E a música, nem preciso comentar, né não?

Changes - Seu Jorge

Não vou lamentar, o que passou passou
Eu vou embora, meu tempo acabou
Tenho muita coisa para descobrir
Eu sinto muito, mas tenho que ir
Vou pro mundo porque nada mais me prende aqui
É o final do show
E não fique magoado porque vou partir
É só o jeito que eu sou

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
To saindo fora porque eu vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Não é por nada não mas vou me divertir
Enquanto a vida assim permitir
Só procurar fazer amigos do bem, se precisar ajudar também
E agora a liberdade e o horizonte
Só você não sacou
Nova York, Ipanema ou Hong Kong
É nessa aí que eu tô

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora porque eu sei que vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Livre eu me sinto, sublime
Gente mais gente
O mar e o céu azul

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás
Sempre em frente, nunca pra trás

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Oração

Não sou um homem dado às facilidades. Às crenças que abrandam as mentes.


Se acreditasse nas coisas inexplicáveis - e devo acreditar, mesmo sem saber como, assim são as coisas inexplicáveis - pediria que me ensinassem a não querer.


Ajuda-me a anoitecer e a amanhecer. A não estar sempre a um passo do precipício, em estado de paixão arrebatada pela queda inevitável.


Permita-me que o vento me sopre até o avesso, virando e revirando até que nada reste. Que eu possa assistir as idéias serem consumidas como combustível, as velas nesse altar de incoerências.


Pediria de mãos unidas suplicantes que me livrasse do gosto do fim, do travo. E que raios de condenação me abandona à fúria desse olhar de desapego com o qual ela me açoita? Livra-me da memória, do gosto, do desejo, e dessa imensidão que me apavora ao não estar atado.


Amém.

Quinta-feira, Julho 23, 2009

O Ponto


Sentia-se tragado. Sem já sem forças de procurar resistência em outros pensamentos que não fossem aquela imagem do absurdo e da completa coerência, da pele ligeiramente arrepiada, e aquele ponto negro em um mar branco, pintado atrevido no seio esquerdo dela.

Equilibrava sua vida apenas sobre ele, um sinal apenas, e deixando-se mover pelo ritmo do respirar dela, abandonando-se suspenso em sonhos pairando no teto daquele apartamento.

Já nem lembrava exatamente a quanto tempo estava contemplando aquele ponto negro. O tempo não era exatamente algo que o preocupasse, na realidade o que mais impressionava era o quanto um simples ponto o absorvia de maneira arrebatada e ao mesmo tempo ausente. O quanto lhe contava a história de ninguém ou do mundo inteiro.

Quando ela calçou seus sapados pisando na contramão dos antigos passos ele soube que aquele igualmente tinha sido um ponto. Um final. E só pensava no negro sinal pontuando uma frase de despedida qualquer que ela não disse.

E se abandonasse esse ponto e pensasse em retas? Não passaria uma infinitude de pontos. Ainda poderia deslizar o dedo indicador sobre a sua pele absorto pelo ponto, o único que não termina, o único que lhe cabe.


Terça-feira, Maio 26, 2009

Palavras não Ditas


Tem coisas que merrecem ser bebidas em goles tão grandes, daqueles que até escorrem pelos cantos da boca. Recentemente descobri esse site chamado "I can read", e esse é (felizmente) um desses casos.

Muitos e muitos posts me chamam atenção, esse quis colocar aqui por dizer um punhado de palavras não ditas e que quem sabe façam sentido e diferença para várias pessoas...

Sexta-feira, Maio 15, 2009

Instead

Para a minha amiga Lorena, como Pedido de Antecipação de Tutela.
(http://www.youtube.com/watch?v=gyR2WhZC0qg)

Instead

(Madeleine Peyroux)


Instead of feelin' bad, be glad you've got somewhere to go
Instead of feelin' sad, be happy you're not all alone
Instead of feelin' low, get high on everything that you love
Instead of wastin' time, feel good 'bout what you're dreamin' of.


Instead of tryin' to win something you never understood
Just play the game you know, eventually you'll love her good
It's silly to pretend that you have something you don't own
Just let her be your woman and you'll be her manÂ…

Instead of feelin' broke, buck up and get yourself in the black
Instead of losin' hope, touch up the things that feel out of whack
Instead of bein' old, be young because you know you are
Instead of feelin' cold, let sunshine into your heart.

Instead of acting crazy chasin' things that make you mad
Keep your heart ahead, it'll lead you back to what you have
With every step you're closer to the place you need to be
It's up to you to let her love you sweetlyÂ…

Instead of feelin' bad be glad you've got someone to love
Instead of feelin' sad, be happy there's a god above
Instead of feelin' low, remember you're never on your own
Instead of feelin sad, be happy that she's there at home
She's waitin' for you by the phone
So be glad that she is all your own!

Get happy
She's waitin' for you by the telephone.
So get back home!


Terça-feira, Maio 12, 2009

Com um T bem grande de...



Eu ando mesmo uma chata...

Uma chata amorfa.

Uma chata, amorfa e repetitiva.

Uma chata amorfa, repetitiva e enfadonha.

Enfadonha e repetitiva? Isso é redundante ora!

Então, continuando: Uma chata, amorfa, repetitiva, enfadonha e redundante.

Não, não. Cega. Ceguinha, ceguinha, que não vê uma coisinha interessante na frente do nariz!

Sendo assim, uma chata, amorfa, repetitiva, enfadonha, redundante e cega, que está achando tudo muito chato, inclusive essa falta de posts menos chatos do que esse aqui...

Acusar a TPM é muito chato também?

Fazer o quê?

Chato né?


Sábado, Abril 25, 2009

Saudade Pendente



Outro dia estava lembrando como as coisas pareciam simples quando eu não entendia o conceito de complexidade.


Acho até que faz falta essa simplicidade pela ausência absurda de uma lógica que não pudesse ser atado por duas pontas de um pensamento sem muitas curvas.


E me pus a lembrar desse tempo e me bateu um saudosismo meio infantil de quando eu amarrava um barbante no fundo de uma latinha em uma ponta e entregava a outra latinha para alguém logo ali atrás da porta e conversava através do fio, achando muito mágico falar com alguém tão “longe”.


Bons tempos em que a distância estava ali na pontinha do barbante...

Estava aqui só pensando nessas “pontinhas” deste barbante invisível, atando umas vidas pendentes espalhadas por ai...


Quinta-feira, Abril 16, 2009

Yes I am!!!

Yes, I am... And I love it!

Quinta-feira, Março 26, 2009

Need

Sintam-se plenamente livres para completar essa frase.
E se a resposta for o óbvio ululante, a sua existência provavelmente ainda tem solução...

Sexta-feira, Março 13, 2009

 
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